AEI – Arte Eletrônica Indígena

AEI é uma iniciativa inovadora que envolve diversas expressões artísticas na Cultura Digital. É uma convocatória da ONG Thydêwá para experimentar, através da produção colaborativa e cocriada entre indígenas de diversas etnias e diversos artistas de reconhecida experiência no uso inventivo das tecnologias digitais, novas formas de expressão.

A ONG Thydêwá faz a cogestão de 08 Pontos de Cultura Indígena –PCI, localizados no coração de 08 comunidades indígenas diferentes, quatro na Bahia, duas em Alagoas, uma em Sergipe e uma em Pernambuco. Esses PCIs funcionarão como LABORATÓRIOS, cada um deles receberá em RESIDÊNCIA ARTÍSTICA um ou vários convidados.

Os processos e os produtos dessas vivencias de coprodução, entre indígenas e não indígenas, circularão em multiplex plataformas, abertos ao remix, a hibridação, a fusão e ao ainda não nomeado. As expressões geradas poderão se relacionar com a ciência e a tecnologia para além do artístico, retropotencializando todos os campos. O público desta ousadia será explicitamente convidado para interagir ativamente, expressando-se.

Oca Digital

OCA DIGITAL PROMOVE OFICINAS DE ARTE E TECNOLOGIA

PARA COMUNIDADES INDÍGENAS

Realizado pela ONG Thydêwá, em parceria com a Cardim Projetos, o projeto OCA DIGITAL, contemplado no Edital da Fundação Telefônica de Arte e Tecnologia e no Fundo de Cultura do Estado da Bahia – Demanda Espontânea, inicia, a partir do dia 05 de março de 2012, suas oficinas de formação em arte-tecnologia e mídias locativas.

“A OCA Digital funciona como uma Célula de Inteligência Coletiva, onde converge e dialoga a diversidade cultural”, diz o coordenador do projeto e presidente da ONG Thydêwá, Sebastián Gerlic. A ONG Thydêwá vem trabalhando com esse conceito desde 2005 quando formalizou seu convênio como Ponto de Cultura Viva: “Índios On-Line”. O Convênio permitiu a sustentação de 07 micros pontinhos – CÉLULAS. Cada uma das 07 comunidades indígenas participantes tinha seu grupo de gestão, de ação, sua autonomia, seus propósitos. Em cada CÉLULA participava um número diferente de pessoas, jovens e adultos. A premissa era direcionar suas atividades não pela necessidade dos participantes, mas sim pelo ORGANISMO, pela comunidade indígena.

As oficinas acontecem entre março e outubro de 2012, a cada mês serão duas turmas (manhã e tarde) composta por 6 indígenas em cada turma, que vivenciarão atividades de arte-tecnologia. A prática é focada na realização de conteúdos-produtos digitais como vídeos, maps, mashups, soundclouds, instagrams, wallpapers, ringtones, fotografias, lifeinaday, fotografias 360°, passeio virtual…

Leia as partilhas de participantes do coletivo Oca Digital